domingo, 14 de setembro de 2014

Auto cuidado: como posso me cuidar?

Auto cuidado: como posso me cuidar?

“10 passos para o paciente diabético”


1 - Aceite a doença e envolva-se no seu tratamento 

Não tenha vergonha da doença! 
É importante:
 > Compartilhar a doença com algumas pessoas, principalmente as que mais convivem com você;
 > Aprender e ensinar sobre o diabetes para as pessoas do seu convívio;
 > Aplicar a insulina ou tomar outras medicações independente de onde você esteja.


2 - Conheça sua doença 

> Você sabe o que é o diabetes?
> Você sabe como se trata o diabetes?
> Você sabe porque tem a doença?

> Participe de grupos de estudos sobre o diabetes;
> Traga suas dúvidas para reunião e pergunte;
> Cuidado com os mitos;
> Pergunte ao seu médico onde você pode aprender mais;


3 - Prepare-se para mudar seus hábitos


Quais hábitos você ainda precisa mudar?



4 - Alimente-se melhor

> Você considera sua alimentação boa?
> O que você pode fazer para melhorar?
> Você já conversou com o especialista: nutricionista ou médico?

Seu tratamento depende de você e a alimentação adequada é a principal ferramenta para o controle do seu diabetes!



5 - Monitore a sua glicemia

  É importante medir a glicose!

> Qual o procedimento correto para realizar o teste?
> Com que frequência  você deve medir a glicose?
> Qual o nível de glicemia ideal para você?
> O seu glicosímetro está com a data e a hora certa?


6 - Faça exames periódicos
> Faça, uma vez ao ano, o exame que verifica a perda de proteínas na urina, pois ele mostra que seu rim está em sofrimento.
> Faça também o exame de fundo de olho, que mostra se o diabetes já está prejudicando a sua visão.



7 - Pratique exercícios físicos

> Faça atividade física! Os exercícios ajudam a:
 - Diminuir a glicose;
 - Diminuir o colesterol;
 - Diminui a pressão arterial;
 - Ajudam a combater o excesso de peso;
 - Diminuem o estresse e aumentam o bem estar.
 - Procure seu médico e veja como ele recomenda seu exercício físico.


8 - Cuide dos seus pés 


> Escolha um calçado confortável e sempre use com meias;
> Examine seus pés todos os dias. Se você não enxerga bem peça ajuda;
> Tenha cuidado com as unhas, não tire as cutículas e corte as unhas sempre retas;
> Aplique creme ou óleo após o banho.




9 - Evite o consumo de bebidas alcoólicas 

O álcool pode piorar o controle do diabetes e causar hipoglicemia.


10 - Abandone o fumo

 
> O cigarro aumenta a chance de infarto;
> Piora o controle do diabetes;
> Aumenta a chance de amputação dos pés;
> Aumenta a chance de derrame cerebral;
> Aumenta a chance de insuficiência renal,
                                     


 ou seja,
VALE A PENA FUMAR?
PEÇA AJUDA, PROCURE O SEU MÉDICO!









Autora: Vivian Teixeira;
Coautores: Lorena Rodrigues, Rebeca Gusmão, Tábata Macedo e Valéria Vicente
Orientadora:
Anelise Impelizieri Nogueira - Prof do Dep de Clínica Médica e Membro do Serviço de Endocrinologia do HC-UFMG.
Cartilha  gerada como produto final da I JADI – Jornada Acadêmica de Diabetes 2012. Organização da Jornada: Liga Acadêmica de diabetes.
Coordenador: Rodrigo Bastos Fóscolo.
Co-coordenadora: Ann Kristine Jansen.
Integrantes: Bruna  Polônio Teixeira, Danielle marques Bicalho, Diogo  Barbalho Cardoso e Moacir  Rodrigues júnior.






sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conhecendo o Diabetes Mellitus tipo 1

Conhecendo o Diabetes Mellitus tipo 1
                                             

O que é Diabetes?
O diabetes é uma doença em que os tecidos do corpo não conseguem absorver o açúcar do sangue. Assim, os níveis de açúcar no sangue tendem a ficar aumentados. 
                                                                   

Quais tipos de diabetes existem?

      Neste texto falaremos mais sobre o Diabetes Mellitus tipo 1, mas existem outros tipos de diabetes também, como por exemplo:

- Pré-diabetes: é uma condição em que os valores de açúcar no sangue estão um pouco aumentados, mas não o bastante para o paciente ter o diagnóstico de Diabetes Mellitus. Se não houver uma mudança dos hábitos de vida, como alimentar-se corretamente e praticar exercícios físicos regularmente, o pré-diabético pode ter o Diabetes Mellitus futuramente.

- Diabetes Mellitus Tipo 2: ocorre quando há um excesso de  açúcar no sangue, porque a insulina não funciona. Esse tipo é mais comum em pessoas com sobrepeso, obesas ou com mais de 40 anos.

- Diabetes Gestacional: é o excesso de açúcar no sangue que aparece durante a gravidez e que pode ou não persistir após o parto.

- Diabetes secundário: o diabetes surge por causa de outras doenças que danificam o pâncreas ou pelo uso prolongado de alguns medicamentos.


Quem pode ter Diabetes tipo 1?

Cerca de 5 a 10% dos diabéticos apresentam o tipo I da doença. É comum em crianças, adolescentes e adultos jovens, por isso também é conhecida como “diabetes juvenil”, mas pode ocorrer em qualquer idade.
                                                                


Como é o organismo normal?

O açúcar (glicose) é o nosso combustível. É através dele que produzimos a energia que precisamos para sobreviver. O açúcar pode ser encontrado em vários alimentos em sua forma mais simples (doces e quaisquer tipos de açúcar) ou em sua forma mais complexa: nos carboidratos. Os alimentos ricos em carboidratos são massas em geral, arroz, feijão, bolo, dentre outros.
                                                     


Quando ingerimos os carboidratos, eles são moídos no nosso aparelho digestório até virarem pequenas partículas, que são absorvidas na forma de glicose pelo sangue para serem distribuídos para todo o corpo. 
Nosso pâncreas possui algumas células, conhecidas como células beta, que percebem que o açúcar está elevado no sangue. Assim, as células beta liberam o hormônio insulina. Esse hormônio atua se ligando nos tecidos, para que estes absorvam o açúcar que está em excesso no sangue e assim produzir a energia de que tanto precisam.


Como é o organismo no Diabetes tipo 1?

No Diabetes Mellitus tipo 1, nosso sistema de defesa confunde as nossas células beta do pâncreas com um vírus, então os glóbulos brancos começam a destruir essas células. Sem elas, o pâncreas passa a não produzir mais a insulina.
E sem a insulina, nossos tecidos não conseguirão mais absorver o açúcar presente no sangue para produzir energia.
                                                            


O que o diabético sente quando o açúcar no sangue está alto?

Quando o diabético come alimentos ricos em açúcar e carboidratos, a glicose começa a se acumular no sangue. A glicemia (açúcar no sangue) começa a ficar tão alta, que a glicose sai na urina, a pessoa começa a urinar muito e por isso sente muita sede.
Se os tecidos não estão conseguindo absorver a glicose então eles não conseguirão produzir energia e o diabético terá mais fome. Sem energia, o corpo fica mais cansado e perde peso.

NEM SEMPRE O DIÁBETICO TEM SINTOMAS QUANDO A GLICEMIA ESTÁ ELEVADA.

                                     

Como tratar?

Como no diabetes tipo 1 o pâncreas não está funcionado direito, você deve fazer esse papel aplicando a insulina. Existem vários tipos de insulina: as de ação rápida (regular, glulisina, Lispro e Aspart) e as de ação lenta (NPH humana, glargina e detemir).


Qual é melhor para você e como usá-la: pergunte ao seu médico.

Além disso, é necessário ter uma rotina e uma mudança dos hábitos de vida, como alimentar-se de 3 em 3 horas, balancear a alimentação e praticar exercícios físicos.
                                                        


O que acontece se eu não tratar corretamente o diabetes?


O açúcar (glicose) alto no sangue com o tempo enferruja os órgãos, como os vasos, coração, rins e os olhos. O bom controle do diabetes EVITA essas complicações a longo prazo e permite que você tenha uma vida parecida com a de outra pessoa que não tem o diabetes.

                                                                        


Quem é responsável pelo tratamento?

                                                                          VOCÊ
                                                            

VOCÊ é responsável pelo seu próprio tratamento. Apesar da equipe de saúde te orientar no controle da sua doença, você é quem possui o poder de atuar, aplicando a insulina nos horários e nas quantidades certas, alimentando-se corretamente e fazendo exercícios físicos para o controle do diabetes.








sexta-feira, 30 de maio de 2014

Seu cartão de vacina está em dia?


Seu cartão de vacina está em dia?


Todos já ouviram sobre vacinas, seja nas campanhas do governo, no cuidado com crianças da família ou mesmo com os adultos. Juntamente com medidas higiênicas como lavar as mãos e os alimentos, é a principal forma de prevenir as doenças infecciosas, aquelas causadas por vírus, bactérias e outros organismos parasitas.

Todas as pessoas devem ser vacinadas quando recomendado. Cada faixa etária tem suas indicações, independente de outros problemas de saúde, segundo o calendário determinado pelo Ministério da Saúde. Outras vacinas existem e também são úteis, mas não estão incluídas no programa básico do governo brasileiro, devendo ser adquiridas. Pense nisso, e lembre as pessoas próximas de você de conferirem os cartões de vacinação e procurar seu centro de saúde de referência para regularizá-lo. Confira os links abaixo sobre o calendário básico e expandido.

O diabético apresenta algumas diferenças nas recomendações, pois seu organismo responde de forma única a infecções. TODAS as vacinas indicadas para a população em geral PODEM ser recebidas pelos diabéticos, devendo ser aplicadas segundo os mesmos padrões.

Quem tem diabetes, no entanto, também precisa de outras vacinas específicas, que o resto da população não recebe pelas campanhas públicas. As vacinas de gripe/influenza e a vacina contra pneumococos são recomendadas para alguns grupos, entre os quais estão os diabéticos, pois essas infecções podem se manifestar de forma mais séria nessas pessoas.

Além do risco já presente em qualquer infecção, essas doenças, em um paciente diabético, podem evoluir de forma grave, e representar sério risco de hospitalização. Lembrando que qualquer infecção em um paciente diabético também altera sua glicemia, dificultando o controle. Por isso, confira seu cartão ou pergunte a seu médico, mas esteja atento às campanhas de vacinação de gripe/influenza que ocorrem todo ano (sim, é necessário renovar essa vacina todos os anos).

Qualquer dúvida, procure seu médico ou centro de saúde.

Tabela: Recomendações para vacinação em diabéticos adultos (procure seu médico antes de adquirir 
vacinas não presentes na rede pública).
Tabela: Vacinação para Paciente Diabéticos


Vacina
Idade
Repetição
Disponível no SUS
Observações
Influenza (gripe)
Todas
Anual
Sim

Pneumocócica 23V
Todas
2 doses com intervalo de 5 anos
Sim
Se vacinado antes de 65 anos, recomenda-se 3ªdose
Tétano, difteria (dupla adulto)
Todas
Uma dose a cada 10 anos
Sim

Sarampo, Rubéola, Caxumba
Todas
Adulto
Sim

Febre Amarela
Todas
Uma dose a cada 10 anos
Sim

Hepatite B
Até 49 anos
Três doses (1ª, 2meses depois e 6 meses depois)
Sim

Hepatite A
Todas
Duas doses (2ª após 6 meses)
Não
Após comprovar que não houve contato com o vírus
HPV
9-26 anos
3 doses
Apenas entre 11-13 anos

Varicela
Todas
Duas doses
Não

Herpes-Zoster
Acima de 60 anos
Uma dose
Não



Calendário básico – Ministério da Saúde -http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/51vacinacao.html
Resumo de vacinação – Ministério da Saúde -http://bvsms.saude.gov.br/vacinacao/
Guia da Sociedade Brasileira de Imunizações para pacientes especiais - http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2013/07/guia-pacientes-especiais_calend-vac-2013_130610-web.pdf


segunda-feira, 19 de maio de 2014

CUIDE BEM DE SEUS PÉS


CUIDE BEM DE SEUS PÉS



O que é o Pé Diabético?

Você já deve ter ouvido falar em "pé diabético".... Mas o que é isso? Bom,  "Pé diabético" é qualquer problema (machucado, infecção, calo, deformidade) que possa ocorrer nos pés de um paciente com diabetes. O nível elevado de açúcar no sangue (diabetes mal controlado) pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. Desta forma, o diabético não sente as lesões e estas pioram e podem se infeccionar. Geralmente as pessoas só descobrem o que significa quando já é tarde demais. Então, convido você a conhecer mais sobre assunto, para que você esteja sempre " um passo à frente" do Diabetes e não venha a sofrer as complicações tão fáceis de serem evitadas!

Por que os pés?

O diabetes , quando mal controlado, causa danos aos nervos que são responsáveis pela sensibilidade  dos pés, e chamamos isso de  "neuropatia sensitiva". Então, se você tem as glicemias altas , você corre o risco de ter a sensibilidade dos pés alterada, ou seja, seus pés ficam "dormentes", e você deixa de sentir incômodo com sapatos apertados ou quando tem uma pedrinha dentro do sapato, ou até mesmo pode pisar em algo, se cortar e nem sentir... As pessoas que têm diabetes por mais tempo são as que tem mais risco de desenvolver a "neuropatia sensitiva" , mas se você tem o diabetes mal controlado, poucos anos já são suficientes... então, o cuidado com os pés começa ao diagnóstico do diabetes!  


Quais são os sintomas de quem tem pé diabético?

Formigamentos, dores; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. 
Geralmente, quando o paciente vem com sintomas, já é tarde demais. O seu médico, no entanto, pode descobrir essa complicação bem no começo, fazendo o exame dos pés. Para isso, existem ferramentas e técnicas para avaliar a sensibilidade dos pés, que não demoram mais do que 15 minutinhos e que nos trazem informações preciosas! O médico deve fazer esse exame pelo menos 1 vez ao ano ou sempre que aparecerem queixas por parte do paciente.


Como evitar? 

  1. Manter os níveis sanguíneos de açúcar controlados (glicemia)


     2.  É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.



Pé com presença de bolha.
Pés ressecados e com rachaduras.
     3.  Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.



     4. Não use chinelo de dedo.


   5. Frieira é a porta de entrada para infecções! Seque os pé após o banho entre os dedos do pé e confira todos os dias se não há machucados ou frieira. Se tiver, procure um médico para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

     6.  Nunca ande descalço, mesmo em casa.

     7.  Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.

   8. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Antes de adquiri-los, é importante pedir avaliação médica.  As mulheres devem dar preferência a saltos quadrados, que tenham, no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros, de plástico, de couro sintético, com ponta fina, saltos muito altos e sandálias que deixam os pés desprotegidos. Além disso, recomenda-se a não utilização de calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios.





     9.  Use meias sem costura. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como nylon.


     10.  Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.



     11.  Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas!





Referências Bibliográficas:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA