quarta-feira, 26 de abril de 2017

Convivendo com doença crônica

Lidar com uma doença crônica nem sempre é fácil... exige aceitação!
É muito mais que superar, " aceitar significa não questionar, mas confiar! Confiar que o que estiver acontecendo na sua vida está vindo para contribuir com o seu desenvolvimento".

Não deixe de assistir!


domingo, 31 de janeiro de 2016

Seleção de Acadêmicos de Medicina - LAD



   Está disponível o edital de seleção de novos membros para a Liga Acadêmica de Diabetes (LAD) da UFMG. Para acessá-lo, clique em um dos links a seguir e faça download do arquivo.

Opção 1Edital LAD - UFMG 2016

Opção 2: Edital LAD - UFMG 2016

Opção 3: Edital LAD - UFMG 2016

sábado, 5 de dezembro de 2015

Se liga! Bora mexer!

                                        Diabetes e Atividade Física 

                                                                                          por Júlia Fonseca da Costa

 

   Quando a gente pergunta para os pacientes, diabéticos ou não, se eles fazem

algum exercício físico, as respostas variam em “Ahhh, não tenho tempo”, “Tenho

preguiça”, “jogo bola de 2 em 2 semanas”.

   Quando a gente pergunta se eles sabem a quantidade de exercício que faria bem,

as respostas são: “Ah, dia sim, dia não, né? 1 hora de caminhada”, “Ir 3 vezes na

academia por semana”, “Muito, né? ”.

   Quando a gente pergunta se eles sabem quão bem que um exercício regular faria

para a Diabetes, eles respondem “quando eu fazia eu era mais bem disposta, e

usava muito menos insulina”, “Ah, fica mais controlado, tem menos hipoglicemia”,

“Acho que dorme melhor, abaixa o açúcar do sangue”.

   Quando a gente pergunta como a pessoa vai para o trabalho, leva os filhos na

escola, arruma a casa, o que ela faz no tempo que não tem nada pra fazer, as

respostas sempre acabam mostrando tempo livre para fazer atividade física.

   Então não adianta, a maioria dos pacientes sabem quanto de atividade que tem

que fazer, que faz bem e que tem tempo para fazer. Só falta incentivo. 


   Rotina de atividade física é simples: 150 minutos totais por semana, distribuídos

em 3 vezes ou mais por semana, intenso o suficiente para ter dificuldade de falar,
mas ainda sim conseguir.
  •    Usar sapatos e roupas adequadas para não ter problema no esqueleto depois. Não precisa ser a mesma atividade todos os dias e esporte conta como exercício físico.
  •    Você pode fazer exercício para fortalecer (anaeróbico, como academia, yoga e pilates) ou para acelerar o coração (aeróbico, como caminhada, hidroginástica e corrida). É bom alternar entre eles e fazer um pouco dos dois.

   Arrumar tempo para fazer atividade física é simples: é só pensar um pouco na

sua rotina – você pode levantar mais cedo? Você pode ir a pé, ou parte a pé, para o

trabalho? Você pode fazer atividade durante o seu horário de almoço? Você pode

fazer atividade enquanto leva seus filhos para a escola? Você pode trocar o elevador

pela escada? Você pode perder 25 minutos da novela 6 dias por semana? Você

pode convidar seu/sua companheiro/a para a caminhada? Sim, você pode. A

questão é, você está disposto?


    Estar disposto que é difícil: Você sabe que te faria bem, que melhoraria seu dia a

dia, que você dormiria e acordaria mais bem disposto, que ficaria mais alegre, a pele

ia melhorar, o cabelo ia melhorar, o coração ia agradecer, a diabetes ia te idolatrar.

Mas muita gente se esconde atrás do “eu não gosto e não é para mim”. Um

segredo nosso: poucas pessoas gostam, amam, adoram, acordam pensando em

fazer exercício físico. A gente joga futebol, vôlei, nada, basquete, com prazer, mas

seria ótimo se pudesse fazer sentado. A questão é que tudo isso cansa. E nosso

corpo não é feito para se cansar a revelia. Nosso corpo foi feito para os tempos

antigos, da caça e do repouso. Então quando você começa a caminhar ou correr um

pouco mais rápido, o pensamento de “ o que que eu estou fazendo? Está passando

novela/Eu podia estar dormindo/ Essa tortura podia passar logo” vem à cabeça de

boa parte das pessoas. O segredo não está em “viciar” em exercício físico, apesar

que isso acontece depois de bastante tempo fazendo. O segredo está em gostar da

sensação DEPOIS do exercício. Está em se sentir realizado. Está em sentir que

você cumpriu seu papel para um futuro melhor dali a alguns anos. Depois de um

exercício exaustivo tem aquela recompensa, o se sentir bem. Depois de 2 ou 3

meses seu sono melhora, sua qualidade de vida melhora, sua saúde melhora, perde

peso, fortalece o coração.. Então só depois de alguns meses fazendo atividade

física regular você pode realmente opinar sobre esse hábito!


   Então vamos lá, sem mais desculpas, te desafio a se exercitar. E atenção:

1) É mais do que provável que você não vai gostar enquanto está fazendo

exercício

2) É mais do que provável que você vai se sentir bem depois

3) É mais do que provável que sua diabetes e seu coração vão adorar que você

está fazendo atividade


ATENÇÃO. Alguns cuidados:

Diabético, consulte seu médico antes de fazer atividade, sua glicemia deve estar

dentro de limites pré-estabelecidos para evitar fadiga, hipoglicemias e outros

sintomas.

domingo, 28 de junho de 2015

Como furar o dedo com o Lancetador?


Como furar o dedo com o Lancetador?

Vai começar a usar insulina e está aprendendo a manusear o lancetador para furar o dedo e medir na glicemia? Neste vídeo, você vai aprender a como  furar o dedo com o lancetador. Lembre-se de descartar as agulhas utilizadas em local apropriado, que pode ser nas caixas amarelas (Figura abaixo) ou em garrafas mais resistentes, como as de água sanitária. Mas essas garrafas devem estar identificadas com um papel pu placa com os dizeres: MATERIAL INFECTANTE, por exemplo.



sábado, 20 de junho de 2015

Pé do Diabético: saiba como evitar essa complicação


  O pé do Diabético é um dos alvos das complicações do Diabetes Mellitus mal controlado. Sua pior consequência acontece quando uma área machucada nos pés desenvolve uma úlcera. A úlcera é uma ferida de difícil cicatrização e, geralmente, traz inflamação da pele ao redor que pode ficar avermelhada, inchada, quente e dolorida. Quando não reconhecida e não tratada adequadamente traz risco de infecção generalizada e amputação do membro acometido.




  O mau controle do diabetes pode afetar os nervos e a circulação sanguínea das pernas e dos pés. Assim, a pessoa poderá ter sintomas vasculares, como a claudicação: dor ou câimbra nas panturrilhas (batata das pernas), coxas ou nádegas que ocorre durante atividades físicas (ex: caminhar) que é aliviada pelo repouso. Também, a pessoa poderá ter menor sensibilidade nas pernas e nos pés e não sentir dor ou pressão nessas áreas. Estes são sintomas típicos da neuropatia diabética. Dessa forma, se tiver uma ferida, a pessoa pode não se dar conta dela imediatamente, favorecendo o aumento da ferida e a ocorrência de infecções, o que pode evoluir para amputações.



  
  A pessoa com o pé do diabético pode ter sintomas como sensação de formigamento, perda da sensibilidade local, dores, sensação de queimação nas pernas e nos pés, dormência, além de fraqueza. Esses sintomas podem piorar à noite e devem ser informados ao médico.



  Atualmente, as complicações do pé do diabético são as principais causas de amputações de pés ou pernas (excetuando-se acidentes automobilísticos, quedas de alturas, etc), ressaltando-se que 85% das úlceras antecedem à amputação. Portanto, a prevenção é essencial . Se já houver alguma ferida nos pés, deve-se procurar um profissional da área da saúde para tratar a lesão. 
  Considerando que a prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação, alguns cuidados devem ser tomados. Manter a glicemia sob controle e fazer exames regulares são fundamentais. A prática de exercícios físicos além de ajudar no controle do diabetes, também ajuda por aumentar a circulação sanguínea periférica (ex: nas pernas e nos pés), sendo essencial para amenizar os sintomas dolorosos. Além disso, os cuidados a seguir com os pés devem ser realizados.

Cuidados com os pés:



● Examine seus pés todos os dias em um lugar bem iluminado, verificando inclusive entre os dedos se há feridas, calos, cortes ou alterações de cor (ex: enegrecido, azulado ou avermelhado). Com o auxílio de um espelho, poderá verificar melhor as partes mais difíceis de serem vistas. Caso tenha dificuldades, peça ajuda a um familiar ou a um amigo.
 
● Mantenha os pés sempre limpos e não use água quente ou muito fria para lavá-los. Para testar a temperatura da água, utilize o cotovelo. Seque sempre os pés e também entre os dedos.
 
● Utilize hidratantes nos pés e nas pernas, sobretudo nas áreas mais ressecadas, evitando passar entre os dedos, ao redor das unhas e em feridas.
 
● Para cortar as unhas use cortador de unha e não tesoura. Não corte os cantos das unhas. Não
use limpadores afiados e/ou pontiagudos. Não corte as próprias unhas se não tiver sensibilidade ou não puder vê-las.
 
● Não retire cutículas profundas para não causar feridas.
 
● Não tente retirar calos ou verrugas e não use soluções para remover os calos.

● Use calçados e meias confortáveis e adequados ao tamanho dos seus pés. Os calçados ideais são fechados, macios e com solados rígidos que ofereçam firmeza.
 


● Antes de calçar seu sapato, verifique se há algo dentro que possa machucá-lo.
 
● Evite usar chinelos, saltos altos ou calçados abertos, principalmente quando sair de casa.
 
● Não ande descalço.
 
● Sapatos novos devem ser usados aos poucos, poucas horas por dia, até que estejam macios.
 
● Use meia sem costura, de preferência tecidos de algodão ou lã, evitando-se sintéticos, como o nylon. Evite meias furadas, grandes ou pequenas demais. Troque as meias todos os dias.
 
● Dê preferência a meias de cores claras, principalmente brancas, para caso haja algum ferimento, você possa ver manchas de sangue.
 
● Evite cruzar as pernas ao sentar-se.
 
● Evite queimaduras de sol e bolsas de água quente em seus pés.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Tenho Diabetes, como devo me alimentar?

Tenho Diabetes, como devo me alimentar?


       A escolha dos alimentos pode ser confusa. Muitos comentam sobre o que é bom ou não para o diabético se alimentar e isso pode gerar um grande transtorno. O correto sempre será um acompanhamento nutricional com um especialista da área, como nutricionistas ou médicos. Porém, aqui vão algumas dicas sobre a alimentação do diabético:

        Dica 1

      Alimente-se de 5 a 6 vezes por dia! Não fique muito tempo sem comer. Intervalos grandes sem se alimentar vão aumentar sua fome e assim você comerá mais do que deveria. O ideal seria comer em intervalos de 3 em 3 horas. Não se esqueça de alimentar por causa de trabalho!!! PLANEJE! Faça pausas no serviço para um pequeno lanche. Faça um esforço, coloque um alarme para lembrá-lo, já saia de casa com o lanche pronto e tenha horários certos para se alimentar.



        Dica 2

      Sempre faça uma refeição no início da manhã. Após se levantar, faça uma alimentação adequada e equilibrada. Durante a noite seu corpo permaneceu muito tempo em jejum, sendo necessário começar o dia com a reposição de nutrientes necessários para manutenção do seu organismo. Faça opção por frutas, sucos naturais, leite e derivados e pães integrais. Mas não exagere, sempre coma uma pequena porção de cada. Por exemplo, 1 copo de suco natural ou leite desnatado, 1 xícara de café, 1 banana, 1 fatia de pão integral. Para o café e o suco faça uso de adoçante, não use o açúcar.



        Dica 3

       Coma frutas, verduras e legumes.  Nosso corpo precisa de fibras e vitaminas!!!  Coma 5 porções pequenas de frutas e verduras por dia. Nos intervalos de grandes refeições, como por exemplo, entre o café da manhã e o almoço, dê preferência para comer 1 porção de fruta. Já no almoço e jantar procure comer bastante verduras. Seu prato deve ter metade de alimentos como arroz, feijão e carne e outra metade com verduras e legumes. Mas atenção, os legumes devem ser consumidos em pequenas porções. Abuse das folhas verdes!!!


     Dica 4

       Evite massas e alimentos gordurosos. As massa são ricas em carboidratos, que irão virar o açúcar que esta no nosso sangue, então quem tem diabetes tem que evitar o excesso desse tipo de alimento. Pães doces e salgados, macarrão, bolachas e biscoitos são principalmente compostos por carboidratos, então, modere seu uso no seu dia a dia. Mas e a gordura? Faz mal ao diabetes??? Sim, pessoas com alimentação rica em gorduras se tornam obesas e isso é um grande fator de risco para a diabetes. Alem do melhor controle da diabetes, evitar alimentos gordurosos ajuda a controlar a pressão sanguínea e previne doenças do coração.


      Dica 5

       Seja Diet!!! Não coma doces. O açúcar é um dos principais elementos necessários para o bom funcionamento do nosso corpo, porém o diabético tem ele em excesso, e nada pior do que você aumentar esse grande problema. Não comer balas, chocolates, chicletes e outros doces irá ajudar no controle do diabetes. Mas e como não resistir à tentação de comer esses doces??? Olhe nos rótulos dos produtos a quantidade de açúcar. Faca opção pelos diet ou mesmo procure fazer os próprios doces e use adoçante ao prepará-los. E atenção, não se engane na hora de comprar os alimentos, muitos produtos light contém açúcar, eles na verdade possuem uma redução na porcentagem de gordura ou outro componente. Esses produtos light são uma boa opção para reduzir o peso ou níveis de gordura no sangue. Mas não se esqueça, Diabetes começa com D, você deve usar os produtos Diet.

         Como já dissemos antes, o melhor a ser feito é um acompanhamento com um especialista em nutrição, entretanto, essas dicas são valiosas para o controle da diabetes. Lembrando que, o exercício físico também é uma ótima maneira de ajudar no controle da doença. Ao menos 30 minutos de atividades físicas todos os dias durante a semana trará grandes benefícios ao seu corpo, ajudando tanto no diabetes como em outras doenças. Aos portadores de diabetes que fazem uso de insulina, é sempre bom lembrar de levar junto a si uma pequena porção de doce ou suco para o caso de haver uma crise de hipoglicemia.


terça-feira, 3 de março de 2015

O dia a dia do diabético





Confira essa reportagem feita pelo Circuito UFMG (nos primeiros 6 minutos do vídeo acima), no qual é retratado o dia a dia da pessoa que possui o diabetes e mostra os desafios diários enfrentados. Confira ainda, uma entrevista com o Dr. Rodrigo Fóscolo, no qual ele explica os problemas de se ter a glicose alta no sangue à longo prazo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Diabetes e Gravidez



Diabetes e Gravidez


A mulher grávida que tem o diabetes ou o adquire durante a gravidez precisa de cuidados especiais para manter uma gravidez tranquila e saudável. Apesar de parecer que todas as situações de grávidas com diabetes são iguais, cada caso possui particularidades que o tratamento de cada uma é único, tendo que ser acompanhado de perto com o obstetra e toda a equipe de saúde. Neste texto, iremos tirar as principais dúvidas que as pessoas tem em relação a esse assunto, tanto de mulheres que já tem o diabetes e desejam engravidar, quanto de mulheres que estão grávidas e desenvolveram o diabetes.
É importante saber, que existem muitas pessoas que tem o diabetes e ainda não descobriram. Por causa disso, é feito o exame da glicemia (quantidade de açúcar no sangue) bem no começo da gestação. Se esse exame for alterado, isso significa que a mulher já tinha o diabetes antes de engravidar. Mas se esse exame for normal no inicio da gravidez e alterado no meio da gravidez (mais ou menos na 24ª semana), significa que a mulher não era diabética e desenvolveu o chamado "Diabetes Gestacional".



1- A mulher que está grávida e tem o diabetes está em uma gestação de risco?
Sim. O diabetes mal controlado pode interferir na nutrição do bebê que está sendo formado e levar a gravidez à sérias complicações. Por isso, esse tipo de gravidez é considerado de alto risco e deve ser acompanhado por equipe médica especializada no pré-natal de alto risco. Além disso, é muito importante seguir todas as orientações dadas pelo seu médico para ter o diabetes bem controlado e evitar essas complicações. 



2- Se eu tive diabetes durante a gravidez, eu vou ter diabetes o resto da vida?
Não necessariamente. Há mulheres que passam por essa situação e, depois do parto, voltam a ter a glicemia normal e outras que mesmo depois do parto continuarão com o diabetes. Mas é preciso estar atenta, porque, mesmo não desenvolvendo o diabetes logo após a gravidez, essa mulher apresenta maiores chances de desenvolver o diabetes futuramente.

3- O que pode acontecer se eu não conseguir controlar o diabetes?
O diabetes mal controlado durante a gestação pode ser desastroso tanto para a mulher, quanto para seu futuro filho. A criança pode nascer com mal-formações, como por exemplo o coração mal-formado. Além disso, o parto pode ter muitas complicações e ser mais prolongado do que o normal. Nesse caso, se necessário, a mãe terá que fazer o controle rigoroso da glicose internada em um hospital.


4- Eu tenho o diabetes e quero engravidar. Que cuidados devo ter para engravidar?
Antes de engravidar é preciso planejar bem e ter o diabetes bem controlado para reduzir os riscos durante a gestação. Há medicamentos que são contra-indicados na gravidez e precisam ser suspensos antes, por isso é muito importante o acompanhamento médico. Manter uma alimentação saudável e realizar exercícios físicos regulares são essenciais para o bom controle do diabetes. De acordo com a Associação Americana de Diabetes (ADA 2014), o ideal é que o exame da glicohemoglobina da mulher seja menor que 7% ANTES de engravidar.



5- Minha mãe teve diabetes gestacional. Eu também posso ter?
Sim, é possível, porém não é uma regra. O fato de sua mãe ter tido o diabetes gestacional sugere que você pode ter uma genética favorável para desenvolver o diabetes. Isso significa que você tem um risco maior de desenvolver o diabetes. Mas lembre-se que é apenas uma possibilidade! Você tem o poder de reduzir seu risco se alimentando de maneira adequada e tendo uma vida ativa, evitando o sedentarismo. 



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Atividade Física: Como começar?


Atividade Física: Como começar?




Atividade física é uma parte decisiva no tratamento de qualquer paciente diabético. Não estamos falando só do quanto ajuda a manter ou perder peso, o exercício é a principal ferramenta para melhorar vários outros aspectos da saúde de uma pessoa diabética: saúde cardíaca e vascular, saúde dos ossos, resistência a infecções, e, principalmente nesse grupo, controle da glicemia (nível de açúcar no sangue).

Com certeza todos já ouviram isso alguma vez, ou até mesmo várias vezes, de sua equipe de saúde. Então porque muitos ainda não encaixaram uma atividade física regular em suas vidas?



"Não tenho tempo para fazer exercícios."

OK, fazer exercícios regularmente vai exigir um tempo que talvez pareça muito a primeira vista, em meio a um dia cheio e estressante, mas será que durante todo um dia você não consegue 30 minutos para se mexer um pouco a mais? Sim! Você só precisa de 30 minutos por dia para começar! 30 minutos de caminhada 5 vezes por semana (ou seja,você pode até não fazer todos os dias da semana no início) já é uma quantidade de exercícios capaz de causar grandes benefícios. E com o tempo, a atividade realizada e torna mais prazerosa, pois faz você se sentir melhor por fora, além de melhorar sua saúde por dentro. Muitas pessoas que começam, logo logo dizem que não querem deixar de se exercitar por nada.



"Eu não gosto de me exercitar."

Se você leva uma vida sedentária, seu corpo se acostuma àquilo e se incomoda se precisa ser mais ativo, mas isso é apenas porque ele não faz ideia do quanto estará melhor, mais ativo, mais forte e mais saudável se for movimentado com mais frequência. O início pode ser mais difícil, mas sempre existem coisas para facilitar o tempo que se investe na atividade: convide amigos para te fazer companhia, ouça uma música que te agrada, vá a algum lugar que te faça sentir melhor, ou mesmo separe esse tempo para aproveitar alguns minutos de tranquilidade, enquanto cuida de sua saúde. E lembre-se, o exercício vai se tornar mais prazeroso para você como tempo.




"Eu não me lembro de fazer exercícios."

Você se lembra dos seus medicamentos? A atividade física é uma parte importante do tratamento do diabetes. Pode ser difícil incluir na rotina no começo, mas existem várias ferramentas para que não chegue o fim do dia e você fique pensando que deveria ter feito algo masa não dá tempo.Colocar os tênis em local visível, para se lembrar que deve usá-los para algo. Marcar horário com outra pessoa, para que ambas se motivem. Colocar lembretes pela casa, pelo trabalho, no celular, para manter isso em mente. Pedir aos familiares para lembrarem e motivarem. Esquematizar uma rotina de se exercitar quando sair do trabalho, para que seja algo diário.Com o tempo o exercício fará parte de sua vida.


Além de ser uma ferramenta de saúde, se exercitar permite que você se sinta melhor, suporte melhor o estresse, te dá mais energia para todas as atividades, ajuda a melhorar o humor, pode permitir contato social ou tempo sozinho, de acordo  com sua preferência.Apenas lembre-se de não exagerar, procure instruções com seu médico ou equipe de saúde, tenha certeza de não exceder a capacidade do seu corpo, usar equipamentos (roupas, calçados, pesos) adequados, manter uma boa alimentação e hidratação antes, durante e depois de se exercitar e sempre se alongar devidamente antes e depois (veja guia abaixo).

Baseado no guia de exercícios do Guia Prático da Associação Norte Americana de Estudo da Obesidade

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Você quer emagrecer? Então você pode!


Você quer emagrecer? Então você pode!

Por que emagrecer? Como emagrecer de maneira saudável? Existe algum atalho? Confira nossas dicas!


Saiba mais e entenda o problema!

O que é obesidade?

Obesidade é uma doença causada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Isso acontece  quando a ingestão é maior do que o gasto de energia, por um tempo prolongado.

Um pouquinho de história...

Na pré-história, os seres humanos se alimentavam principalmente de sementes, raízes, folhas e frutas. Estes alimentos tinham poucas calorias de gorduras e açucares e para ficarmos satisfeitos tínhamos que comer uma boa quantidade. Atualmente a nossa dieta está repleta de açúcares e gorduras, como alimentos industrializados e frituras, que fazem mal para a nossa saúde!
A história nos ensina que para manter a saúde não devemos comer alimentos cheios de calorias que satisfazem rapidamente a fome, como carnes e massas gordas. Uma alimentação equilibrada envolve comer uma grande quantidade e variedade de alimentos que, individualmente, contém poucas calorias, mas juntos tem um maior valor nutritivo.

O que a obesidade pode causar?

Pessoas com excesso de peso têm maior tendência a desenvolver pressão alta, diabetes tipo 2, infarto, colesterol alto, dificuldades respiratórias, depressão e outra centena de doenças. Isso mesmo, MAIS DE CEM doenças! Por isso, cuide-se!


Para emagrecer com saúde, é preciso uma mudança de hábitos:

·      Melhorar a alimentação respeitando os seus instintos – para emagrecer não é preciso passar fome, coma mais de alimentos com menos calorias.
·      Organizar-se e programar quando e o que comer
·      Fazer exercícios físicos – Aumentar o gasto de energia.
·      Identificar questões emocionais que possam estar atrapalhando.

Essa mudança pode ser difícil, mas é muito importante. Fuja de dietas e medicamentos milagrosos! Além de não funcionarem, com o tempo, eles podem prejudicar a sua saúde!

A pressa é inimiga da perfeição - Não coloque metas impossíveis de serem atingidas em curto espaço de tempo. Emagrecer de maneira saudável demanda tempo, paciência e persistência. 


Confira aqui algumas dicas de alimentação para te ajudar:

·      Abuse de verduras e legumes, além de dar satisfação reduzindo a fome, eles são muito nutritivos e contém poucas calorias.
·      Evite a ingestão de grande quantidade de carboidratos em uma mesma refeição. Ex: arroz, macarrão, batata, pão, farofa, mandioca. Prefira as opções integrais, elas melhoram o funcionamento do intestino e diminuem a sensação de fome.
·      Evite alimentos gordurosos como manteiga e frituras. Prefira óleos vegetais, como soja e milho, sempre em pequena quantidade.
·      Troque alguns alimentos pelas suas versões menos calóricas. Prefira leite desnatado ao leite integral, troque doces por frutas na hora da sobremesa, prefira opções “diet” ou “zero”.
·      Beba bastante água, no mínimo 2L por dia. Evite consumir bebidas alcoólicas ou adoçadas com açúcar. É hora de cortar o refrigerante!
·      Se alimente regularmente de 3 em 3 horas, intercalando as refeições principais com pequenos lanches, assim você evita ficar com muita fome e sair comendo tudo o que vê pela frente.
·      Evite tentações! Procure não ter em casa alimentos muito calóricos. Faça uma refeição saudável antes de sair para bares e festas, isso vai te ajudar a resistir às guloseimas desses ambientes.
·      Planeje no inicio o dia o que, quando e como vai comer. Assim, VOCÊ, o principal responsável pela sua alimentação, não será surpreendido pela falta de um alimento saudável e gostoso no seu dia a dia.
Tente montar seu prato dividindo os alimentos dessa maneira!

Seja ativo!
 
·      Mexa-se! Faça pelo menos 30 minutos de exercícios todos os dias. Caminhe pelo seu bairro, suba escadas e não passe muito tempo em frente à televisão.
·      É indicado que se ganhe massa magra com os exercícios, pois ela é responsável pelo gasto de até 80% de energia do corpo e atua ajudando a emagrecer.
·      Participar de grupos de ajuda é uma boa maneira de receber um incentivo de pessoas que passam ou já passaram pelo mesmo problema que você. Pense: “se eles conseguiram, eu também conseguirei!


E lembre sempre...

O acompanhamento multiprofissional é imprescindível! Médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos – além do incentivo e da ajuda com as mudanças nos hábitos, são eles que vão acompanhar o seu progresso, respondendo suas dúvidas e cuidando para que você emagreça com saúde.




Autoria:  Ana Carolina Guedes, Ana Luiza Ciminelli, Andrezza Dambroz, Camila Lara Rocha, Diego Peixoto, Driely Ferreira, Eduardo Campanati, Francisco Silva Júnior, Gabriela Pinheiro.
Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Bastos Fóscolo
Cartilha gerada como produto final da I JADI – Jornada Acadêmica de Diabetes 2012. Organização da Jornada: Liga Acadêmica de diabetes.
Coordenador: Rodrigo Bastos Fóscolo.
Co-coordenadora: Ann Kristine Jansen.
Integrantes: Bruna  Polônio Teixeira, Danielle marques Bicalho, Diogo  Barbalho Cardoso e Moacir  Rodrigues júnior.